15 maio 2012
08 maio 2012
Atividade do dia da espiga
Para comemorar a quinta-feira da espiga, no próximo dia 17 de Maio, a biblioteca escolar lança um desafio a todos os alunos:
Vamos pintar um ramo de espiga!
· A Biblioteca conta com a tua participação.
Esmera-te,
pois há um prémio à tua espera!
Momento de leitura...
As três espigas
Era uma vez três espigas que se encontram à beira da
mesma mó de um moinho: uma de centeio, outra de trigo e a terceira, uma grande
espiga de milho.
Dizia o
trigo para o centeio:
- Chega-te para lá, centeio centeiaço que tu não
fazes as funções que eu faço.
Ao que
o centeio lhe respondia:
- Cala-te lá, trigo espadanudo que tu não acodes
ao que eu acudo.
Mas o
espigão de milho era o mais ralhão:
- Caluda! Tudo caluda! Vocês não são como eu graúdas,
vocês não são como eu barbudas, vocês não são como eu folhudas, vocês não são
como eu rabudas.
-
Calem-se lá, espigas miúdas suas choninhas, suas lingrinhas, suas fuinhas,
caras bicudas, comigo não fazem vocês farinha!
As outras iam para responder, mas a mó
pôs-se a trabalhar...
E
não é que a farinha delas todas e de outras mais de centeio, de trigo e milho,
foi parar a uma padaria - veja-se a coincidência! - especializada,
precisamente, em belos pães de mistura...
Provei
um, ainda quente, barrado com manteiga. Estava óptimo!
Comemoração do Dia da Espiga/ Ascenção
Para não deixar a tradição cair no esquecimento ou para quem não conheça, sugerimos a leitura de:
Quinta-feira,17 de Maio de 2012
O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz;
Videira – vinho e alegria e
Alecrim – saúde e força.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
22 abril 2012
CONCURSO DE LEITURA AUTÓNOMA 2.º PERÍODO
Participaram neste concurso as turmas do 5.º 5.ª, 7.º 4.ª e 7.º 5.ª. Foi mais uma turma que no período anterior, mas poderiam ser mais, não acham?
Vamos lá meninos, leiam e partilhem as vossas leituras!
PARABÉNS às Vencedores!
1º Prémio:
- Inês Cardoso do 7.º 5.ª, n.º 13
2.º Prémio:
- Alece Nancassa do 7.º 5.ª, n.º 2
3.º Prémio:
- Letícia Monteiro do 7.º 5.ª, n.º 21
- Letícia Monteiro do 7.º 5.ª, n.º 21
PARABÉNS!
A Coordenadora: Matilde Carvalho
17 abril 2012
Viajar pode ser uma maneira de aprender
Há alunos que passam despercebidos mas escrevem textos que merecem ser lidos.
Esta aluna merece, de facto, ser reconhecida pelo empenho e participação em diversas atividades.
Fazemos um convite à leitura esperando que se deliciem com este texto magnifico da Beatriz Fialho, n.º 5 do 9.º 4.ª.
Esta aluna merece, de facto, ser reconhecida pelo empenho e participação em diversas atividades.
Fazemos um convite à leitura esperando que se deliciem com este texto magnifico da Beatriz Fialho, n.º 5 do 9.º 4.ª.
Viajar pode ser uma maneira de
aprender
Sempre
que nos falam de Nova Iorque, Rio de Janeiro, Londres ou qualquer outro ponto
turístico, vêm-nos à cabeça palavras como férias, praias, sol, centros
comerciais e alto consumo. E, claro, se ganhássemos qualquer uma destas
viagens, nem pensaríamos duas vezes. Mas se em vez de uma praia paradisíaca,
fôssemos de comboio até à aldeia dos nossos avós? É o que costumo fazer todas
as férias e não é nada aborrecido. A aldeia fica talvez num sítio que nem
sequer vem no mapa. Sim, longe do mundo real e verídico. A população é quase
mínima e é com sorte que encontramos alguma criança a brincar na rua. É assim
no Alentejo. Nos montes verdes e secos, há uma paz tranquila que, às vezes, não
parece real. O silêncio. Os pássaros. As árvores. A Natureza. A solidão.
Como
qualquer um pode imaginar, numa aldeia pequena qualquer novidade dá origem a
cochichos e sussurros entre as vizinhas: a vida alheia não nos diz respeito.
Mas de que vale dizer isso? Elas continuarão a fazer o mesmo, como uma rotina
diária. O que mais gosto, quando lá estou, é de ficar a ver a paisagem com a
minha avó. Os seus olhos vazios e sábios, profundos de uma cor cinzenta, a
solidão. Quando a minha avó liga o rádio todos se calam, e fico a olhar para
ela, debruçada sobre a mesa e a ouvir com atenção as palavras do locutor, que
fala todos os dias com a mesma voz reconhecível e monótona.
A
minha avó ensina-me muitas coisas. A sua idade revela a sua experiência de
vida. Ensinamos tudo o que sabemos uma à outra e não só eu posso aprender como
também a minha avó. Acho que o mundo é mesmo assim. Quando chega a hora de
partir, sinto um aperto no coração, e há sempre uma lágrima que alguém não
consegue conter. Mas a minha avó não chora. Quando eu saio, talvez, mas não à
minha frente. Se lhe peço para viajar a qualquer um dos destinos turísticos, a
avó ri-se. Aquele é o seu lugar, a aldeia, a sua cultura, a sabedoria que eu
aprendo sempre que a visito.
Beatriz Fialho, nº5,9º4
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